sábado, 15 de outubro de 2011
Fossa das Marianas e placas tectônicas
Blog vinculado à disciplina de Geo Física II, do curso de Geografia -Lic. da FACOS.
Disparador
O submarino-robô americano Nireu conseguiu realizar a mais detalhada exploração da Fossa das Marianas, o lugar mais profundo da crosta do planeta. Com 11 mil metros de profundidade, a Fossa das Marianas fica no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Desenvolvido por uma instituição de pesquisa americana, Nireu é o exemplo mais avançado de uma nova geração de submarinos-robôs que promete revolucionar o conhecimento sobre o fundo dos oceanos, que embora represente a maior parte da superfície da Terra é menos conhecido do que a Lua e Marte.
Até hoje, somente três submersíveis exploraram o fundo da Fossa das Marianas. O primeiro foi o batiscafo americano de fabricação suíça Trieste, com Don Walsh e Jacques Piccard a bordo, em 1960. O segundo, o robô japonês Kaiko, que fez três expedições ao abismo entre 1995 e 1998. Kaiko se perdeu no mar em 2003.
Para se ter ideia do que representa a profundidade do Challenger Deep, o ponto mais alto da Terra, o Monte Everest, tem 8.850 metros de altura e se ele fosse colocado no fundo das Marianas, ainda seriam necessários mais 2.150 metros para alcançar a superfície.
Fonte:www. http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/06/03/submarino-robo-conclui-expedicao-ao-fundo-da-fossa-das-marianas-756170864.asp Acessado dia 13/10/11 ás 20h56min
Até hoje, somente três submersíveis exploraram o fundo da Fossa das Marianas. O primeiro foi o batiscafo americano de fabricação suíça Trieste, com Don Walsh e Jacques Piccard a bordo, em 1960. O segundo, o robô japonês Kaiko, que fez três expedições ao abismo entre 1995 e 1998. Kaiko se perdeu no mar em 2003.
Para se ter ideia do que representa a profundidade do Challenger Deep, o ponto mais alto da Terra, o Monte Everest, tem 8.850 metros de altura e se ele fosse colocado no fundo das Marianas, ainda seriam necessários mais 2.150 metros para alcançar a superfície.
Fonte:www. http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/06/03/submarino-robo-conclui-expedicao-ao-fundo-da-fossa-das-marianas-756170864.asp Acessado dia 13/10/11 ás 20h56min
A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11.034 metros de profundidade. Geologicamente, é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
As Ilhas Marianas são um exemplo clássico de um arco vulcânico, uma cadeia de montanhas ou ilhas vulcânicas em arco, localizadas em zonas de subducção de placas tectónicas, neste caso, na região do Oceano Pacífico ocidental onde a Placa do Pacífico se encontra com a Placa das Filipinas.
Assim como ocorre uma zona de subducção na convergência oceano - continente, o mesmo fenômeno se dá quando duas placas oceânicas se encontram. Neste processo também há a formação de uma fossa oceânica. A Fossa das Marianas (paralela às Ilhas Marianas), com profundidade próxima a 11 km, é produto da convergência da Placa do Pacífico com a das Filipinas.
Neste processo também ocorrem vulcões. Depois de milhões de anos de acúmulo de lavas desses vulcões submarinos, formam-se inúmeras ilhas vulcânicas. Estas, por sua vez, dão origem aos arquipélagos, conhecidos como "arcos de ilhas", situados atrás da zona de subducção.
O magma que gera as rochas dos arcos de ilhas tem composição intermediária ("andesito") e é um produto da fusão da crosta oceânica subductada com o material ascendente da astenosfera. A placa descendente produz uma fonte de acumulação de energia pela interação com a outra placa, levando a freqüentes terremotos de intensidade moderada a forte.
As fossas oceânicas são grandes depressões que se formaram em consequência dos movimentos convergentes das placas tectônicas (encontro entre diferentes placas). Nessas regiões há uma grande pressão atmosférica, pouca quantidade de vegetais, ausência total de luz e baixas temperaturas.
As Ilhas Marianas são um exemplo clássico de um arco vulcânico, uma cadeia de montanhas ou ilhas vulcânicas em arco, localizadas em zonas de subducção de placas tectónicas, neste caso, na região do Oceano Pacífico ocidental onde a Placa do Pacífico se encontra com a Placa das Filipinas.
Assim como ocorre uma zona de subducção na convergência oceano - continente, o mesmo fenômeno se dá quando duas placas oceânicas se encontram. Neste processo também há a formação de uma fossa oceânica. A Fossa das Marianas (paralela às Ilhas Marianas), com profundidade próxima a 11 km, é produto da convergência da Placa do Pacífico com a das Filipinas.
Neste processo também ocorrem vulcões. Depois de milhões de anos de acúmulo de lavas desses vulcões submarinos, formam-se inúmeras ilhas vulcânicas. Estas, por sua vez, dão origem aos arquipélagos, conhecidos como "arcos de ilhas", situados atrás da zona de subducção.
O magma que gera as rochas dos arcos de ilhas tem composição intermediária ("andesito") e é um produto da fusão da crosta oceânica subductada com o material ascendente da astenosfera. A placa descendente produz uma fonte de acumulação de energia pela interação com a outra placa, levando a freqüentes terremotos de intensidade moderada a forte.
As fossas oceânicas são grandes depressões que se formaram em consequência dos movimentos convergentes das placas tectônicas (encontro entre diferentes placas). Nessas regiões há uma grande pressão atmosférica, pouca quantidade de vegetais, ausência total de luz e baixas temperaturas.
Como se dá o movimento das placas tectônicas
"...a litosfera é constituída por placas semi-rígidas que derivam umas em relação às outras sobre a astenosfera. Esse processo é conhecido como tectônica de placas. Quando duas placas se separam, formam-se rifts(fendas) na crosta. No meio dos oceanos, esse movimento resulta na expansão dos fundos oceânicos e na formação das cadeias oceânicas; nos continentes, a expansão da crosta pode formar rift valleys (vales de afundamento). Quando as placas se movem uma em direção à outra, pode ocorrer subducção, onde uma placa é forçada a mergulhar sob a outra. No meio dos oceanos, esse processo dá origem às fossas vulcânicas, atividades sísmica e arcos de ilhas vulcânicas. As placas também podem deslizar uma ao longo da outra, como ao longo da Falha de San Andreas, na Califórnia."
Fonte: A Terra. São Paulo, Ática, 1998.p.12(Série Atlas Visuais)
Fonte: A Terra. São Paulo, Ática, 1998.p.12(Série Atlas Visuais)
Para compreender os arcos insulares (como o das Marianas ou o das Aleutas) e a intensa sismicidade dessas zonas, é necessário compreender o que se passa nas zonas de subducção associadas. O magma que é extrudido por esses vulcões resulta da fusão parcial da placa subductada e/ou da litosfera oceânica sobrejacente e os sismos moderados a fortes e intermédios a profundos têm origem na fricção entre a placa subductada e a placa subductante.
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