A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11.034 metros de profundidade. Geologicamente, é resultado geomorfológico de uma zona de subducção.
As Ilhas Marianas são um exemplo clássico de um arco vulcânico, uma cadeia de montanhas ou ilhas vulcânicas em arco, localizadas em zonas de subducção de placas tectónicas, neste caso, na região do Oceano Pacífico ocidental onde a Placa do Pacífico se encontra com a Placa das Filipinas.
Assim como ocorre uma zona de subducção na convergência oceano - continente, o mesmo fenômeno se dá quando duas placas oceânicas se encontram. Neste processo também há a formação de uma fossa oceânica. A Fossa das Marianas (paralela às Ilhas Marianas), com profundidade próxima a 11 km, é produto da convergência da Placa do Pacífico com a das Filipinas.
Neste processo também ocorrem vulcões. Depois de milhões de anos de acúmulo de lavas desses vulcões submarinos, formam-se inúmeras ilhas vulcânicas. Estas, por sua vez, dão origem aos arquipélagos, conhecidos como "arcos de ilhas", situados atrás da zona de subducção.
O magma que gera as rochas dos arcos de ilhas tem composição intermediária ("andesito") e é um produto da fusão da crosta oceânica subductada com o material ascendente da astenosfera. A placa descendente produz uma fonte de acumulação de energia pela interação com a outra placa, levando a freqüentes terremotos de intensidade moderada a forte.
As fossas oceânicas são grandes depressões que se formaram em consequência dos movimentos convergentes das placas tectônicas (encontro entre diferentes placas). Nessas regiões há uma grande pressão atmosférica, pouca quantidade de vegetais, ausência total de luz e baixas temperaturas.
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